Hunter Witches RPG Brasil
Bem Vindo!

Em um mundo aonde uma profecia previu o nascimento de dois gêmeos cujo se confrontariam pelo poder do maior mago existente na história, o planeta terra fora atingido por um feitiço feito por um deles assim ativando poderes ocultos em alguns humanos descendentes de bruxos passados, agora a caçada para guerreiros que possam ajudar ambos os lados se iniciava...

Qual será seu lado ?

Taberna

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Taberna

Mensagem por Thor em Ter Nov 27, 2012 12:12 am

O lugar onde todos os magos vão, seja para apenas conversar ou beber alguma coisa.

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Dom Nov 02, 2014 1:56 am




Breaking down



Foi o fim, para mim aquela conversa havia sido finalizada, porém, com a carta deixada sobre a mesa da minha casa pude perceber que as coisas não haviam se fechado completamente, Faye ainda se sentia acoada quanto a relação dos círculos, ela não queria poder ter um lado, queria não ter que escolher, mas isso não caberia a ela e sim ao seu destino. Coloquei algumas peças de roupas sobre a cama, sabia aonde ela estaria e com quem, Diana, sua irmã. Não a conheci direito, mas já a vi e posso falar que a família Chamberlain tinha uma genética perfeita quanto a beleza, não fora atoa que me apaixonei por Faye, mas sendo sincero, as vezes achei que aquilo tudo poderia acabar algum dia, as incertezas, a forma ríspida da morena quanto a tratar os demais, sempre tentei segurar tudo aquilo com o amor que eu sentia por ela... Será que ainda poderei sentir algo, ainda? 

Meu medo se tornava um tanto irritante, vesti minha minha roupa com as mesma cor de costume, preto , gostava dos contraste, mesmo sabendo que meu círculo era branco gostava de usar o negro. A blusa preta social, com uma calça preta junto ao sapato social preto, costume ganho por causa de meu pai, ainda queria poder encontrá-lo, Alex sempre ocupado com seus serviços para os altíssimos lá, Emily já não a via por algum tempo também, Mikhael era outro, sai de casa cedo por isso preferi evitar encontrá-los, tinha minha mãe que sempre esteve ali para quando precisei e ainda sinto que ela vá surgir alguma hora para poder me levar de volta pra casa. 

Ao chegar na taberna pude ver um certo movimento, olhei para algumas pessoas como se tentasse entender o que havia acontecido, em vão, corpos por alguns lados desfalecidos, meus olhos se assustaram com tal cena vendo que apenas dois seres estavam por ali tentando conversando e um deles era:
- Diana? Mas o que aconteceu por aqui? - me aproximei dela com certa pressa vendo o outro rapaz de forma fria recolhendo os corpos. - Onde está sua irmã? - um arrepio e então senti uma densa energia pelo ambiente, aqueles corpos, me virei olhando para eles e voltei a encara-la - Não me diga que... Kauffman? - ouvi histórias sobre os irmãos Kauffman, Mikhael e Klaus, soube que um deles havia sido levado para outro lugar, Terra, mas como ele havia conseguido retornar ou será que Mikhael também havia se desviado para o lado oculto? 

Tag:Diana Post: 001 Theme: xxx.

Broken soul!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Dom Nov 02, 2014 9:02 pm











 
 
 

Já tinha ouvido falar de problemas com a raiva, mas aquele tinha sido demais. Que tipo de sujeito fazia tudo aquilo só por um descontentamento? Será possível que aquele cara nunca tinha escutado um "não" em sua vida? Era algo certamente preocupante e normalmente Terry não tomaria partido algum da situação, mas se sentia envolvido e dessa forma era inevitável que não fizesse nada em relação àquilo. O mínimo que podia era não deixar aqueles corpos espalhados sujeitos à corvos e insetos, simplesmente não sentia que era certo fazê-lo mesmo que em muitos casos ele andasse bastante longe da razão.

Em contrapartida a garota ainda continuara lá, não sabia descrever qual seria a relação entre ela e o tal Kaufmann, mas sabia claramente que ela não estava tocada pela carnificina, pior até, nenhum dos que ficara parecia muito impressionado. O valor da vida parecia ser pesado numa balança quebrada, não importava a quantidade, ela havia se tornado produto barato. Ele sempre foi errado em suas escolhas, não se arrependia delas, tinha sangue em suas mãos também e em alguns casos respeito nenhum, mas era diferente de você simplesmente entrar num local e matar todo mundo. De uma forma ou de outra ele pegou a pá que ela ofereceu, apoiou-a sobre um dos ombros e começou a levar os corpos para fora do lugar. Curiosamente quando saía, outro sujeito entrava.

- Sem recentimentos, mas vai ter que ser cova rasa e coletiva amigos... - falou sozinho algum tempo depois quando notou os corpos que havia enfileirado do lado de fora da taverna, devia ter 1 ou 2 dúzias de corpos ali, seria um trabalho longo. Arregaçou as mangas, cravou a pá na terra, pisou e iniciou o trabalho braçal. Passava pela sua cabeça a escolha que tinha feito, mas tinha a leve impressão de que aquilo ainda não tinha acabado e que talvez fosse melhor pensar duas vezes antes de dizer algo.

Parou um segundo para respirar, as costas doíam como se tivesse tomado a pancada de uma lança. Talvez estivesse ficando fora de forma, realmente a vida de bebedeira, sexo e irresponsabilidade estava fazendo mal para ele. Provavelmente não seria má ideia retornar às origens e quem sabe evoluir um pouco? No entanto, tinha uma situação para cuidar agora, mesmo que aquilo provavelmente fosse se extender até o dia seguinte. Limpou o suór da testa e voltou à noite de coveiro.
Cantus lupus, satura luna.

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Qua Nov 05, 2014 1:29 am

carpe corpus
Olhava o esforço com que carregavam os corpos, alguns minutos atras todos estavam vivos, mas a vida  não é mesmo frágil? interessante era que olhar a cena não lhe comovia, em que ponto perdeu a sensibilidade ou melhor a humanidade de sua alma? aos  poucos afastou esses pensamentos, de toda forma se pensasse muito nisso uma hora encontraria dolorosas lembranças, coisas que deviam estar enterradas como esses corpos logo estariam.
 
- Olhe como a morte despeja seus presentes sobre nós... - dizia enquanto chuta um dos corpos pra fora de meu caminho.
 
Comecei a cantarolar uma canção antiga, se chamava Me and the Devil Blues, conjurei um feitiço para aumentar  o buraco que o loiro cavava, não que eu não apreciasse assistir o esforço físico dele, apenas queria terminar  com aquilo rápido, fazia uma pequena dancinha por entre os corpos e bebericava  o scott que ainda segurava desde o começo do incidente, a musica saia dos  meus lábios como uma fada brincalhona. 
 
- You may bury my body, down by the highway side,  Baby, I don't care where you bury my body when I'm dead and gone .
 
 
Deixei a bebida cair um pouco no chão como uma ultima homenagem aos cadáveres, que os deuses antigos tivessem piedade da almas dos vivos, pois aos mortos não adiantava derramar lagrimas, prestava atenção as conversas paralelas, voltei minha atenção aos que ali estavam, pareciam chocados com a situação.
 
- Não entendo por que estão agindo como se isso fosse um absurdo, partindo de quem fez a bagunça, acredito que estou satisfeita de ter o timing perfeito – falei de forma pensativa.
 
Abaixei tocando o cabelo loiro de uma garota, parecia ser uma adolescente, do tipo que frequentava bares fingindo ser de maior, os cachos dourados combinavam com o tom pálido cadavérico, uma aventura que custou caro, continuei a cantarolar a canção descontraida.
 
- Early this mornin', ooh when you knocked upon my door and I said, "Hello, Satan, I believe it's time to go."
 
Enquanto alguns sofriam pelos mortos, outros como eu já haviam encontrado um modo de festejar com eles.
 

xXx

 
 
 
clumsy @ sa!

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Qui Nov 06, 2014 7:37 pm



Family... Family.



Meu corpo doía e minha mente estava significamente cheia, mas nada que se comparasse com o aborrecimento de estar por fora da chegada de Faye em Irmadim. Desde que éramos pequenas estive de olho, sempre me certificando de que ela estava bem e quando tudo parece estar dando certo, a bomba explode no meio da minha cara e o pior é que eu nem pude fazer nada para impedir. Além de irritada me sentia extremamente frustrada.
Enquanto entrava no local que ainda estava bastante movimentado o que era bastante fora do comum devido ao que tinha acontecido, a primeira pessoa que vi para o meu alivio foi Diana, essa pirralha estava fugindo de mim desesperadamente nos últimos dias o que deixava claro que ela tinha haver com essa confusão, mas tão grande quanto a minha vontade de confronta-la e saber o que realmente estava acontecendo, era meu senso de auto preservação, se eu fosse falar com ela naquele momento muito provavelmente acabaria me expondo na frente daquelas pessoas que ela estava conversando, e isso seria uma imprudência da minha parte e na situação em que estávamos uma atitude tomada no calor do momento só iria trazer dor de cabeça depois.
 
Alisando meu vestido preto de aparência simples e discreto, porém elegante caminhei até um canto mais afastado fazendo algumas voltas para não tropeçar nos corpos que estavam espalhados pelo local e me sentei casualmente logo após pegar um copo com água bem gelada, aquela era a hora de observar e ver o que Diana estava aprontando, porque com todas as nossas diferenças eu era mais unida com ela do que com Brenna, para falar a verdade nós quase não nos falávamos e quando isso acontecia era somente assuntos impessoais, sinceramente não sei quando nos afastamos, ou na verdade nunca fomos verdadeiramente unidas. Então minha única opção era Diana e novamente confrontar ela agora não levaria a nada. Convocando toda a paciência que pude reunir no momento tomei um gole saudável da água enquanto esperava ela terminar seus assuntos, ela pode ter escapado durante a semana, mas agora ela iria ter que falar comigo.



Thanks @ Solaria Magnum CG
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Qui Nov 06, 2014 9:42 pm


‘‘
The Evil Sister


Meu olhar caiu sob os cadáveres espalhados pelo chão. O homem bonito e musculoso havia se oferecido de limpar a bagunça, cruzei meus braços enquanto o encarava se dirigir porta afora. Ainda bem que ele resolvera fazer isso, nunca iria sequer encostar em um fio desses defuntos. No mesmo instante em que o loiro saíra, outro entrara. Lenny Slaint. Abri um sorriso malicioso, analisando-o dos pés à cabeça. Ele era bonito e sua família era quase tão grandiosa quanto os Kauffman mas, ele tinha o infeliz destino de estar amarrado com a minha irmã Faye. Ele estava espantado com a cena do local, acabei rindo. - Claro que foi o Klaus, quem mais faria algo tão perfeito quanto isso? - Pisquei, revirando os olhos logo em seguida, entediada. Lenny era mesmo idiota, não era? - Bom, pelo que notei... Faye deve estar pegando o meu futuro marido e pelo que conheço de Klaus, ele deve tê-la prendido, ou mandado executá-la. - Disse com um sorriso divertido nos lábios. Desde que Faye chegou a minha vida estava ao avesso e onde estaria o Dez a essa altura? Me aproximei do bar, pegando uma boa caneca de vinho e tomando tudo de uma vez só. Voltei a encarar a ruiva que se encontrava no local e parecia brincar com os mortos, arqueei o cenho e fiz uma careta. Romena sabia que eu achava isso nojento. A ruiva era pequena mas, sabia que poderia ser mortal, ambas eram do mesmo círculo. - Se eu fosse você, Lenny, esqueceria a Faye, a essa altura já deve estar morta. - Deixei a caneca em cima do balcão e me virei ao ouvir os passos de outra pessoa adentrar o local. Encarava a morena e sorri de canto, um brilho perverso intensificavam o meu olhar. - Lilly! - Caminhei até a garota e a abracei. Diferente de Faye, eu gostava dela. Mesmo com nossas brigas e toda a diferença e etc. Me afastei, encarando-a. Sabia que ela iria tocar no assunto que todos estavam tocando. Me sentei numa cadeira, de frente para Lillian e revirei meus olhos. Revezava o olhar entre Lillian e Lenny. - Não, eu não sei onde Faye está. - Suspirei, cansada. Será que uma vez na vida o foco não poderia deixar de ir para Faye? - Só sei que Klaus a levou, e espero, com a toda fé que tenho no Mago Santo, que Faye esteja morta a essa altura. - Falei de uma forma ácida. Sabia que eles não iriam gostar nem um pouco e pouco me importava, só estava exausta disso. Ajudar o loiro gostosão lá fora me pareceu bem mais proveitoso do que ficar aqui ouvindo todo o drama familiar e assunto virado a Faye. Precisava sair dali ou iria enlouquecer, torcia para que Zed aparecesse e a tirasse dali, só ele a entendia melhor do que ninguém.





TAG: John, Lenny, Romena e Lillian.
Thanks, Baby Doll @ ETVDF
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sex Nov 07, 2014 1:57 am

And we will glow
Lets show 'em how we light up tonight
Irmadim, passei a minha vida inteira aqui mas, de alguma forma não me sentia conectada com o lugar. Sentia falta de algo que não sabia o que era, para ser exata de uma amizade que de alguma forma estava em algum lugar a minha espera. A minha sorte era que contava com a Lily, ela era uma conselheira e mesmo quase não nos víamos diariamente eu sabia que ela sentia a minha falta tanto quanto eu sentia a dela. Os boatos rolavam a solta pelo vilarejo, tanto que ouvi o sobrenome Chamberlain. Lillian era uma Chamberlain e precisava verificar isso com ela, saber se ela estava bem. Saberia onde encontrá-la, junto de sua irmã Diana e pelo visto ela estaria na taverna. Tratei de vestir algo simples, um leve vestido preto e com um leve decote entre os seios. Nada vulgar mas, sensual. Os cabelos pretos lisos estavam escovados e cobria a maior parte de minhas costas. Ao me aproximar da taverna dei de cara com um homem, se não me enganava, Terry, era um animago. Dei um simples cumprimento com a cabeça, seguido de um sorriso gentil e adentrei o estabelecimento. A cena anterior não foi uma das melhores, havia covas por todo o local. Me aproximei do grupo, a essa hora eu deveria estar na academia, não iria demorar. – Olá Diana. Romena. Lenny. – Dei um leve aceno com a cabeça enquanto virava-me para Lillian, meu coração acelerava toda vez que a via e corei levemente, envergonhada. Ela não era somente minha melhor amiga como era uma conselheira, devia os melhores cumprimentos. Fiz uma breve reverência, curvando-me diante da morena e quando voltei a ficar ereta, encarei seus olhos com preocupação. – Há boatos com o sobrenome Chamberlain e de uma lunática à solta por Irmadim.– Falei sem fôlego, engolindo em seco. Eu queria abracá-la ali mesmo e tentar acalmar meu coração, ao menos ela estava bem. Só então me virei para o grupo, um pouco antes de chegar ouvi a palavra Faye e irmã. Arqueei o cenho, voltando a encarar Lillian sem entender nada. – Irmã? Quem é Faye? – Estava perdida. Se Diana e Lillian estavam aqui, então quem seria a Chamberlain que falavam? Brenna? Não, era impossível. Brenna era uma excelente pessoa, alto nível e ainda por cima uma renomeada conselheira. O que estava acontecendo? – De quem são aqueles corpos? O que houve aqui? – Estava preocupada, não era como se Irmadim fosse segura e que vivêssemos em paz mas, isso era demais. Tamanho boato era alarmante.
TAG: Todos • MUSIC© LG

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sex Nov 07, 2014 2:48 am


Massacre – Capítulo 1

O suspiro da morte...



Os boatas estavam cada mais espalhados e naquela altura era difícil dizer o que era verdade, ou mentira. Sabia que de alguma forma aquilo afetaria a todos, mas para mim não importava. Havia sido um dia longo, embora se quer soubesse que hora do dia era. Havia passado todo o tempo fechado em meu quarto, praticando alguns rituais. Decidi que precisaria molhar a minha garganta, fazer algo para me animar. Ar puro era sempre bem-vindo.
 
Parei na frente do espelho, ajeitando meu cabelo em seus mínimos detalhes. Como sempre, a cara de poucos amigos demonstrava de onde vinha a minha péssima reputação. Algumas pessoas até me temiam, embora eu nunca tivesse lhes feito mal. Não era destes magos encrenqueiros, apenas gostava de deixar as coisas bem explicada. Vinha de uma importante família e não importava o que acontecesse, tínhamos que estar sempre no topo. Desde pequeno aprendi que deveria ser o melhor, por isso, dediquei a minha vida aos estudos, buscando aperfeiçoar os meus poderes a cada dia. Era uma missão árdua, mas também prazerosa.
 
Quando me aproximei da taberna percebi que havia uma movimentação diferente, as pessoas estavam um tanto que apreensivas, agitas. Mas uma vez não me importei, continuando a andar na direção do lugar que havia escolhido para o meu destino. Embora fosse conhecido por ser uma pedra de gelo, era impossível não se espantar coma cena que me aguardava. Corpos espalhados pelo chão demonstravam que um massacre havia acontecido. Havia alguns magos conhecidos, entre ele Amber, uma das mais bonitas de Irmadin. Encarei um dos corpos jogados no chão, mas minha expressão não se alterou. Não diria que sentira pela morte daqueles, não era hipócrita. Para mim, o seu ciclo neste mundo havia terminado e derramar lágrimas era nada mais que uma grande bobagem.
 
Caminhei em direção ao balcão e me servi de uma bebida especial, tomando um gostoso gole. Desceu queimado a minha garganta, mas ainda assim era bom. As pessoas ainda encontravam-se diante dos corpos. O que havia acontecido? Não me interessava. Eram pessoas mortes, como eu disse, já havia terminado suas missões. Voltei para o meio do grupo e me abaixei, observando de perto um cadáver. Tinha os olhos abertos, por isso tratei de fechá-los. Amber parecia está assustada com tudo aquilo, buscava respostas. Por isso me aproximei dela, tinha um carinho especial pela maga. – Pode me explicar o que está acontecendo? – disse de maneira fria, tentando fingir alguma compaixão pelos mortos. Mas, ela me conhecia muito bem, sabia deque tudo aquilo não passava de um grande teatro da minha parte.

TAG: xxx | Where: Taberna | Music: xxx | Notes: xxx

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sex Nov 07, 2014 8:48 pm

Don't close your eyes.


Os boatos percorriam aos sete ventos de Irmadim. Uma garota com o sobrenome Chamberlain e sobre uma lunática falando coisas sem sentindo. Faye. Só pedia ser ela, se questionava como ela havia atravessado o portal. Faye era minha sobrinha entretanto, Allegra e eu decidimos deixar isso oculto de todos. Poucos sabiam de nosso segredo. A nossa irmã, Chamberlain, se casou e alterou o sobrenome, fui a única a ser a legítima Ludwig. Allegra por sua segurança resolveu ser uma van Klein, nome de casada de nossa mãe e que não era usado por séculos. Eram dias difíceis e sabia que Brenna cuidaria de Faye, não iria me preocupar. Era até melhor me manter longe do assunto. Despertei de meu transe, era engraçado como memórias passam em segundos em sua mente. Meus olhos focaram-se no guarda e um sorriso gentil e vermelho surgira em meus lábios. Sabia que os boatos sobre Allegra, e também, sobre mim, eram falados. Duas mulheres atraentes e sem nenhum homem. Allegra amava Mark mas, ele era casado com Jane, uma curandeira gentil. Dimitrid, meu guarda, meu melhor amigo, meu confidente fiel. Não havia uma única coisa que não contasse ao homem, confiava a minha vida nele. Dimitrid sabia que eu não me apaixonava facilmente, na verdade, não havia um homem em Irmadim que me chamara a atenção., até porque eu vivia presa no castelo, ocupada com meus deveres, não havia tempo para coisas fúteis como me relacionar com alguém. Soltei um riso leve do comentário de meu amigo.
- Homens pensam em si mesmos como uma rocha, dura como uma pedra. Então deixem que sejam. Dura, frágil e facilmente quebrável. - Assinei algum documento e dei um gole do vinho, meus gestos eram todos elegantes e calmos. - As mulheres sabem que são feitas de água. A água nos rodeia… E também está dentro de nós. Quando machuco alguém, lembro disso. Lembro do que a água é, o que ela faz. Ela flui. Ela muda. Ela suporta muito mais do que uma pedra. - Soltei um suspiro pesado, estava cansada. Arrumei a papelada e me levantei, precisava de ar fresco. As minhas vestes pretas se esparramavam pelo chão. O vestido era preto com bordados e pedras. Não era do tipo luxosa mas, gostava de me vestir bem sempre. Fazia um bom tempo que não saía e não sabia lidar muito bem com todos de Irmadim. Eles podiam me conhecer mas, eu não conhecia ninguém, ou melhor, quase ninguém. - Ame-me menos e me amará melhor, Dimitrid. - Sorri para o guarda, segurando em sua mão com força. Ele sabia que eu o considerava muito. - Vou para o vilarejo, preciso estar ciente dos acontecimentos e também, tomar um ar fresco. - Ele concordara. Na verdade, ele sempre me aconselhou para que eu vivesse um pouco mais. Pedi para que somente hoje ele me deixasse sozinha, assim ele teria o dia livre para ele também.

Os passos eram calmos, não temia qualquer um que ousasse se impor a mim. Ninguém o faria, não teriam o atrevimento de morrer antes do tempo por uma bobagem. Admirava a vila, gostava daqui. Perguntava-me se dias melhores virão, não tinha tanta a certeza. A utopia estava longe de acontecer. Rumei sem destino por minutos e por fim, decidi que estava sedenta. Uma bebida seria perfeita nesse momento, caminhei em direção a taberna. Era comum ver pessoas machucadas ou desmaiadas diante da porta mas, corpos e ainda por cima, inúmeros, era algo incomum. Aproximou-se melhor dos corpos, agachando-se enquanto observava o corpo sem vida de uma mulher. Meu olhar focou-se nos corpos que estavam espalhados pelo chão, observava sem qualquer tipo de sentimento. - As boas almas de Irmadim irão afogar-se em sangue inocente. - Falei enquanto me levantava. Meu olhar voltou-se ao bravo homem, não havia expressão alguma em minha face porém, sorria suavemente por dentro. Era raro ver alguma bondade como a dele hoje em dia. - Nada é criado. Nada é destruído. Tudo está sempre em transformação. - Disse, observando-o. Não seria uma boa ajudá-lo mas também, não poderia deixar tudo como estava. - Sepeli - Ergui as mãos e os corpos que estavam espalhados pelo chão foram soterrados pela terra. Meu olhar focou-se no movimento dentro da taberna e desisti de adentrar no estabelecimento, preferi ficar do lado de fora.

TAG: John Terry.
You'll see her.
made by andy almeida =3  ops
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sab Nov 08, 2014 9:07 pm




Juliet, when we made love
you used to cry, I said I love you like the stars above, I'll love you till I die


Dar uma escapada do drama familiar diário não seria problema, fugir um pouco daquela tensão familiar dos prós e contras em relação aos círculos, seus pais sempre diziam que escolher um lado fazia com que ganhássemos inimigos mas não escolher lados ganharíamos o dobro deles. Nunca entendeu isso visto que sua família não tinha lado, seus serviços eram prestados por todos aqueles que se disponibilizavam a pagar por isso, seja de que forma for. Saiu ela porta dos fundos sem ser notado, manto negro e capuz na cabeça, seria fácil passar sem ser notado, já que em Irmandim esse tipo de roupa era normal entre vários bruxos, a única diferença era que seu manto tinha uma fina camada aveludada que formavam imagens históricas de Irmandim.
 
O sol começava a se por o que ajudava ainda mais na sua camuflagem pelas ruas e vielas da aldeia.
Esperava que seu irmão não o seguisse até a taberna, esperava também que ele não estivesse por lá, tudo que precisava era de calma e beber algo que deixasse seu dia mais agradável, talvez Diana fizesse companhia. Retirou do bolso um pequeno caderninho com folhas amareladas e escreveu com uma pena que estava junto à mesma. Se der, me encontre na taberna em 15min. Guardou o caderninho e continuou. De cabeça baixa passou pelos últimos becos antes de chegar à uma pracinha e do outro lado a placa de madeira indicava a localização da Taberna.
 
Sorriu de lado ao abrir a porta, alguns olhares curiosos se dirigiram a si o que fazia com que seu ego aumentasse não que precisasse, o capuz cobria seus olhos, mas deixava claro seu sorriso branco e convidativo, retirou o capuz com certa demora revelando a todos seu rosto, seus olhos e seu sorriso se desfizeram, os mesmos olhares curiosos se descruzavam e voltavam rapidamente ao que faziam antes, o incomodo que causava era um alivio para si mesmo.
Esfregou as mãos ainda parado olhando para todos ali, seu olhar azul quase hipnótico focou em alguns rostos, conhecidos e outros desconhecidos, forasteiros.  Seus paços começaram lentos mas ao ver Diana se apressou um pouco mais, era sua chance. Se aproximou por trás da mesma e sussurrou em seu ouvido. Está me trocando em. Um simples sorriso surgiu em seus lábios e logo voltou-se para os demais na mesa fixando seu olhos no jovem de cabelos escuros. Espero não estar interrompendo nada. Não se fez de rogado, apenas puxou uma cadeira e se colocou proximo à Diana. Não vai me apresentar aos seus novos amiguinhos, Di?
 
Fez sinal com a mão e vieram saber qual seria seu pedido, disse em segredo ao ouvido do atendente.  Não demorou muito até que a caneca surgisse com uma farta quantidade de espuma branca, estava quente e parecia doce. Levou aos lábios analisando os presentes na mesa, esperava que continuassem o assunto, iria conhecê-los por intermédio de suas próprias conversas, tática que sempre usava.




To be continued...
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sab Nov 08, 2014 9:38 pm






Haronnus não se sentia muito confortável dentro de casa ou do Castelo Negro, sempre que podia buscava lugares que não o importunassem veementemente, mas sempre havia algo que o arrastava de volta para o inferno que era viver sob um juramento. Estava na Taberna, bebia lentamente  a pesada bebida escura, servida por uma mulher um tanto mais nova que ele. Quando tu aconteceu, Klaus, o homem que o transformou no que era, estava volta e como sempre arrastando uma legião de corpos. Desta vez, o seu era um deles.

Sentiu quando o ar voltou a bater encher seus pulmões, os olhos brilharam vermelho sangue, se tornando um azul elétrico, quando se levantou. - Eu estou vivo, deixe-me sair daqui. - Disse para a mulher e o homem que enterravam os corpos, pulou da cova com um pulo. As autoridades já haviam chegado, um membro da Santidade já estava presente, o que o levou a revirar os olhos, não estava gostando. Entrou na taberna, a procura de Klaus. - Onde está Klaus? - A pergunta foi para todos os presentes, e principalmente para Romena e Diana.

Foi quando seus olhos caíram sobre o rosto mais novo do lugar. - Zeddykus, o que faz aqui? - As palavras soaram como trovão, seu irmão deveria estar em casa, longe das bagunças do círculo e principalmente longe dos olhos aguçados dos Magos Santos. Caminhou ate a mesa onde seu irmão estava. - Levante-se e vamos para casa. -  Seu olhar frio e impiedoso se fazia presente.


Reborn of fucking death, again and over again


thanks flarnius ♥ ops!
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sab Nov 08, 2014 11:32 pm











 
 
 

Ele não recebia remuneração alguma, não tinha nenhuma ligação com as vítimas e muito menos era tão boa pessoa para fazer tudo aquilo, mas de alguma forma se sentia mais leve com tal ação é como se algum débito que tivesse fosse apagado de sua conta espiritual, é certo que isso é apenas para encher linguiça porque ele também não era tão inocente a ponto de fazer qualquer coisa sem esperar outra em troca, o fato é que para aquilo realmente não tinha o que esperar. Iria querer o que? Que as viúvas e orfãos lhe pagassem por enterrar seus entes queridos do lado de uma maldita taberna? No entanto, era um pensamento melhor do que imaginar que as pessoas por ali simplesmente cagaram para a situação que acabara de ocorrer, com algumas excessões é lógico. Se perguntava de que berço essas pessoas vinham. Se as mães delas nunca as abraçado? Elas nunca tinham recebido abraços ou 'bom dia' quando acordaram?

Passado o tempo de tentar entender a mente das pessoas, tarefa a qual ele nunca foi bom e, pra falar a verdade nunca se interessou demais, voltou para dentro da taverna apenas para recolher mais alguns corpos antes que algumas pessoas profanassem tanto os cadáveres a ponto de se tornarem espectros, afinal os casos de assombrações são variados em todos os reinos e raramente elas eram boas, quer dizer, a última história que ouvira foi a do Gui de Corvo, um conde que amava demais sua mulher e diferente dos casamentos habituais se casara por amor, e o casal se divertia demais, principalmente na intimidade de seu quarto, mas com a morte precoce Gui de Corvo voltava toda noite para assombrar sua viúva naquele quarto que tanto se divertiram, e para acabar com aquilo os magos precisaram de tanta burocracia que foi algo espantoso.

Deixando narrativas verídicas para trás ele começou a arrastar os corpos para dentro da cova, e já no terceiro ele percebeu que aquilo poderia levar mais tempo do que parecia. Não daria para trás, não agora, no entanto quando notou a presença de uma mulher que magicamente arrastou os corpos para dentro da cova e os cobriu de terra logo em seguida, ele passou a se perguntar porque não fez o mesmo. Agradeceu a ela com o simples olhar, afinal a expressão em suas orbes azuis já dizia por si mesma. Voltou-se para a vala, não tinha como dizer nada confortante, então simplesmente mostrou algum respeito empilhando algumas pedras em cima para que ninguém passasse ali sem notá-los e quem sabe, entender sua dor. - Não vai entrar? Tem um grupo estranho lá festejando morte e sabe-se Deus o que mais... - questionou a jovem de pele branca e cabelos longos negros que parecia ser ligada à nobreza por suas vestes requintadas.

Um som saindo entre as pedras roubou sua atenção, observou um tanto incrédulamente a emersão de um sujeito de dentro da cova. Quase não acreditou no que viu, mas como já havia visto hordas de mortos-vivos sob o controle de um único mago não se abateu muito. Ficou apenas calado, encarou a mulher novamente, abriu a boca como se fosse dizer algo, e iria, mas desistiu logo em seguida olhando o buraco de onde o sujeito saíra e o próprio sujeito que andava feito um maldito gnomo feliz em direção a seu pote de ouro.
Cantus lupus, satura luna.

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sex Nov 14, 2014 12:13 pm




Breaking down



As coisas não estavam ficando muito boas por ali. As notícias que chegavam ao meus ouvidos me deixavam cada vez mais preocupados com relação a Faye. Ela havia sumido junto com Klaus e que poderia estar até morta, as palavras de Diana realmente me mostrava o quanto ela tinha desgosto por sua irmã, não me surpreendia isso.
- Sua irmã com Klaus? Bom, acho que posso dizer que ela não deve estar morta e sim presa. - cruzei meus braços olhando para ela de forma séria. Ao nosso redor aconteciam coisas que não me chamavam atenção, meu foco estava ali, entre mim e Diana, mesmo que Faye tivesse que me dar explicações não muito boas eu ainda tinha consideração e tentaria encontrá-la de qualquer jeito.
- Posso contar com você pra encontrá-la? - descruzei meus braços e peguei na mão da outra enquanto olhava para ela fixamente em seus olhos. - Então?
Antes que a outra pudesse responder ela se exaltou exclamando uma terceira pessoa se aproximava de nós, me virei e vi Lillian, Diana tentou fugir do assunto, pois, eu sabia que ela e Faye não se davam muito bem, revirei os olhos vendo toda a cena e acenei para a menina que havia acabado de entrar, logo eramos dois a encarar a morena que já dizia não saber do paredeira da irmã. Me pronunciei.
- Eu sei, Diana, mas quero saber se posso contar com você para encontrá-la, então? - meu estado preocupado estava deixando minha raiva dominar meu interior.
- Aquele maldito irá pagar por ter feito isso... - disse em pensamento alto.
 
O ambiente estava ficando bastante movimentado para um local recém-atacado, queria me agilizar para por meus passos em prática, fiquei a esperar pela resposta da morena. 
Mais uma  quarta pessoa se unia a nós na conversa. - Amber. - pronunciei seu nome lhe dando um aceno rápido com a cabeça, a morena era amiga das Chamberlains, porém, parecia não conhecer muito sobre a irmã mais fogosa, o que me surpreendeu de fato. Cruzei meus braços novamente olhando para o chão, estava ficando impaciente e para completar o grupo um garoto que se aproximava de Diana também enquanto encarava os demais ao redor da outra.
- Desculpa, mas o clima não está para apresentações. Rapaz.... - isso demonstrou meu estado já transtornado. - Diana, espero sua resposta, sabe onde me encontrar, enquanto isso irei procurar por mim mesmo. - me afastei do grupo me virando e me retirando do local as pressas para poder pensar em como achar Faye.

Tag: Com quem falou comigo - Post: 002 - Theme:Famous Last Words - My Chemical Romance .

Broken soul!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sab Nov 15, 2014 1:48 am



Um banho de sangue
Andar pelas ruas era sempre uma boa maneira de conversar com os interdimensionais, um hobbie deveras proveitoso na opinião de Alex. Ele vaga pelas ruas em busca de mais e mais espíritos que lhe aparecessem. - Ora, Alex, você tem de largar esses costumes, você está crescendo! - falara para si mesmo quando ia passando por uma rua movimentada. Mas o jovem simplesmente não conseguia largar tais costumes; falar com os mortos não era nada tenebroso ou demoníaco como diziam os leigos... pelo contrário, era interessante, e a maioria dos espíritos que Alex encontrava eram simpátiquíssimos.

Quando ele ia passando para uma outra rua, sentiu uma emanação estranha atingir seu corpo; o plano do além-vida estava sofrendo algum tipo de mudança. Sabia para onde tinha que ir, suas pernas sabiam se guiar sozinhas. Passou por mais outra rua até que enfim chegou no ápice da aura estranha, que, para o desgosto de Alex, emanava de uma taberna, que parecia inquieta. Mesmo não gostando do local, adentrou-o, e assim que o fez, um cheiro de bebida invadiu seu olfato, e ele teve vontade de vomitar ali mesmo. [...] Se deparou com vários corpos jogados por ali, mas de nada chocou Alex. O acidente fora recente; os espíritos haviam acabado de sair daqueles corpos, e ainda vagueavam pelo plano físico, provavelmente estariam perdidos, é quase sempre assim, como aprendeu Alex. Saiu andando pelos corpos com muito cuidado, não ligando para as pessoas chocadas e as que cochichavam ao seu redor. Seus olhos vagueavam pelo âmbito freneticamente, tentando encontrar algum falecido que pudesse ajudar; adorava guiá-los. Deu mais três passos, mas parou por ai, quase esbarrara em uma garota. - Ah, oi! Sabe o que aconteceu aqui? Sinto que foi recente... - perguntou com simplicidade e serenidade, esperando receber o mesmo.


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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Sab Nov 15, 2014 10:54 pm

Don't close your eyes.


"Minha cara Allegra, minha estimada amiga. Comecei a escrever essa carta quando dei-me conta do ato terrível que lhe fiz. No começo, acredito ter escrito todo mês. Depois, semanalmente, e agora, diariamente. Em breve, sem dúvidas, desistirei das demais ocupações e simplesmente escreverei. O final de uma carta se torna o começo da próxima, em uma fita eterna de palavras. Eu escrevo na esperança de que um dia me responda e que tudo possa ser novamente como antes... Embora eu saiba que nunca será. Eu não lembro das nuvens quando era jovem. Havia alguma, minha querida Allegra? Talvez além do horizonte? Ou eram orlas e castelos de areia? Tal pensamento é vão, eu sei. Mas não são assim as memórias? Os banquetes de boas-vindas são o que mais lembro. Eram nossos verdadeiros feriados. Mas apesar de nossa afinidade, minha Allegra, não éramos completamente parecidas. Como eu era mais velha, eu percebia mais coisas. Por baixo da risada,  por baixo da ótima e natural torrente de conversa... Não era exatamente tensão, era? Não entre duas famílias tão educadas. Não. Era mais uma agitação. Como palavras que quando gritadas para dentro de um poço voltam ocluídas e mais complexas. Talvez isso seja "ser adulto". E naquela noite terrível, na noite em que aquilo aconteceu, aconteceu alguma coisa importante no jantar? Não, não que eu me lembre. Algo sussurrou. Eu ouvi. Talvez sempre esteve lá, essa coisa, esse demônio dentro de mim. Ou atrás de mim, esperando eu me virar. Eu não te contei o que vi. Como contaria? Não tinha motivo para você crescer tão rápido. Você poderia não suportar. Pelo menos foi nisso que acreditei. Talvez eu gostasse de ter aquele segredo, como um pecado escondido. Mas em mim, havia uma mudança. Eu notei desde aquela noite no labirinto de cerca viva. Talvez sempre estivesse lá. Pequenos atos de maldade. Inofensivos, é claro. Algo que qualquer garota faria. Disse a mim mesma que não era mais do que uma travessura. Mas eu sabia que era mais. É claro que sabia. E enquanto crescíamos e você ficava mais adorável, não me surpreendera você ter arranjado um pretendente primeiro. Um belo jovem elegante. Que lindo casal vocês formavam. Vi seu namoro com Mark Roach Slaint florescer. Todos os estratagemas de avançar e se retirar. Sempre me achei a mais forte. Mas naquela época, você era tão valente. Como ele não seria conquistado? Acho que você decidiu seu futuro naquela mesa, que o amaria para sempre. Pois naquele momento, Allegra, vi o futuro claramente. O vento sopra frio para meu verdadeiro amor e gentilmente derruba a chuva. Só tive um verdadeiro amor e em Irmadim ele repousa morto. Não há desculpas que espero de você. Minha culpa é apenas minha e a levarei comigo. É meu presente e futuro. Estou amaldiçoada até além da breve vida que tenho. Eu a amarei para sempre.

Sua querida amiga, Annabel."


A  carta fora enviada para Allegra a muito tempo atrás. E por algum motivo recordara dela agora. Allegra e eu nos apaixonamos pelos gêmeos Slaint. Allegra teve a infelicidade de Mark estar prometido à uma curandeira. Enquanto a mim, tive o infeliz destino de perder Bryan para a morte. Fechei meus olhos com força e os abri alguns segundos depois, voltando a realidade e encarando o bravo homem que fizera a gentileza de deixar claro que haviam pessoas ali, alguém que ao menos tinha a audácia de certificar que não seriam esquecidos. Perguntei-me se eles teriam descanso. Como uma necromante poderia descobrir facilmente, mas achei apropriado não utilizar meus dons agora. Aprendi a bloquear isso com o tempo. Ouvi então a voz do homem e encarei a entrada do estabelecimento, haviam algumas pessoas e ouvi as vozes altas, duas delas me eram conhecidas. Soltei o ar com força e neguei levemente. Os únicos que sabiam sobre eu e Allegra sermos parentes das Chamberlain e dos Rinaldi era Klaus e Olrac Kauffman, Mark Roach Slaint e claro, meu amigo, Dimitrid. Arqueei o cenho e sorri de canto. - Parece-me tentador, mas irei passar... - No mesmo instante em que falara, ouvi um som de terra e então um homem sair do buraco. Uma cena incomum, cômica até. Não estava controlando-o, na verdade, não parecia estar morto. Encarei o loiro com um sorriso sereno e suave, aproximando-se mais do mesmo. - Creio que mudei de ideia, aceito o seu convite. - Entrelacei meu braço no do homem, segurando-o gentilmente. Meus olhos brilhavam intensamente, olhando afundo os olhos do homem com uma certa intimidade, aguardando-o para que pudéssemos adentrar juntos o local. - Então... Bravo homem... O que sabes sobre uma lunática que surgira misteriosamente e quer iniciar um motim? - Perguntei como se apenas estivesse ouvido sobre os boatos. Não aparentava estar interessada, mas de certa forma, estava inquieta. Faye Chamberlain era de minha família e teria que protegê-la, mesmo que discretamente.

TAG: John Terry.
You'll see her.
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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Ter Nov 18, 2014 7:52 pm


Better call Kaius Slaint

O sorriso se formou no rosto do loiro, no momento em que ele pós os pés na rua de pedra que findava na Taberna. Guiado pelos burbúrios das pessoas, que só sabiam falar das mortes na maldita taberna, com rapidez chegou ao local. Logo na entrada a mulher que estava presente o fez parar. - Senhora. - Disse fazendo uma reverência, na cidade baixa ele faria o que bem entendesse, porém a abaixo do nariz da Santidade, se comportaria. - Um membro da santidade por aqui, vejo que o assunto foi feio. - Disse escondendo o sorriso. Entrou no lugar, e observou todos os presentes. - Thony, vejo que ainda busca uma confusão. - Como ex-membro do círculo branco Kaius, conhecia quase todos os presentes. - Há um membro da santidade lá fora, sugiro que aquietem os desejos insanos e se comportem. - A aberração das aberrações estava conselho aos demais o que era um tanto irônico. - Lenny priminho, creio que seu coraçãozinho deverá se acalmar, ou seu papai irá bater em seu bumbum. -  O veneno começara a ser destilado para todos os lados.

Seus olhos percorreram todo o lugar em busca de novas almas desprovidas de sentimentalismo barato, mas nem isso mais se fazia presente. Havia muitos bruxos, alguns que o rapaz nunca havia visto. - Aos que não me conhecem, podem em chamar de Kaius, aquele que lhe levará ao prazer eterno. - Disse dando uma piscadela para todos os presentes, homens e mulheres. - Senhoras e senhores os convido a conhecerem minha adorável moradia. Sigam pelas sombras e achem o caminho para Cidade de Baixo, o lar dos desejos mais profundos. - A voz parecia a de um anunciante do grande mercado.  Seguiu ate o balcão onde pediu uma dose de uma bebida negra e de cheiro forte, caminhou para uma das mesas, onde se sentou e observou o espetáculo. - Podem continuar, suas vidinhas pouco me interessam, enquanto não cruzarem a fronteira. - Havia um sorriso um tanto doentio nos lábios do loiro, era como se algo espreitasse por de trás de seus olhos azuis.

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Re: Taberna

Mensagem por Convidado em Seg Nov 24, 2014 12:59 am



TURNO ENCERRADO

O turno foi encerrado, todo e qualquer post em continuação a este dia/evento será apagado sem aviso prévio.
O próximo turno se passara em EXATOS um mês após o anterior, então desenvolvam o personagem nesse tempo.
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Re: Taberna

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